6.8.07

espaço freedom


Eddy Chacón

A liberdade não é uma filosofia e nem sequer uma ideia, é um movimento da consciência que nos leva, em certos momentos, a proferir dois monossílabos: Sim ou Não. Na sua brevidade instantânea, como a luz do relâmpago, desenha-se assim o sinal contraditório da natureza humana.

Octávio Paz

Gosto do conceito como "um movimento da consciência", como algo concreto que não se fica apenas pelo mundo dos pensamentos.

A fotografia foi descoberta já há uns meses no brilhante um buraco na sombra.

5 comentários:

eyes shut disse...

é muito curiosa esta articulação da fotografia com as palavras. os pés. escolher um caminho e andar. sem olhar para trás. ou trazendo o passado inteiro nos bolsos. às vezes, tanto faz. sempre me fez bem caminhar pelo mundo. sentir o chão. vontade de atirar os sapatos pelo ar e dançar o caminho. cantá-lo. celebrá-lo.
e sinto-me bem neste "contraditório da natureza humana". creio mesmo que não lhe conseguimos escapar. e ainda bem. caso contrário, seríamos autómatos equivocadamente vivos.
e dizer não... sinto, cada vez mais, que é este o monossílabo da verdade.
guardando o sim integral para horizontes inteiros.


(peço desculpa pelo excesso de palavras, mas estes "espaços" acordam outros tantos espaços cá dentro...)

silvioafonso disse...

Teus pés que te levam para lugares nem sempre lembrados. Teus pés que cansam enquanto o corpo lhes pede mais. Teus sonhos que levam os pés e a ti para o mundo desconhecido da fantasia.
Tu sonhas com o lápis sobre o papel, não como quem sabe de si, mas como quem se perdeu e se vê confusa num labirinto de rios e flores, de estrelas e recordações.
Sonhas sem querer acordar para o lugar comum dos mortais que também é teu.

silvioafonso
http://palhacopoeta.blogspot.com

menina tóxica disse...

:))

sim ou não. e é tão simples.

(ás vezes somos nós que não queremos ver essa liberdade)

Dalaila disse...

A palavra freedom, está em cada pé dividida, não será por acaso, cada pé pode caminhar em prol dessa liberdade mas só quando caminham juntos é que se desvenda...
Que se juntem outros pés... para continuar essa palavra, e com essa que venham outras...
Gostei!!!
:)

blá blá blá disse...

sim é interessante a ideia, é uma perspectiva da palavra liberdade como algo não transcendente, meramente ideal, mas concreto, no plano do pseudo-real