10.7.07

espaço: nesse mar que levas dentro, o silêncio falar-te-á


?

Estamos tão cheios de barulho, de manhã à noite, que nos incomoda o silêncio. Enchemo-nos de palavras e de sons. Abarrotamo-nos com o ruído dos carros, dos toques, da televisão, das vozes e até dos pensamentos. A toda a hora. Pior ainda é parar. Não temos tempo. Passamos os dias a fazer coisas, a arranjar afazeres e a inventar tarefas. Muitas vezes até a criar novas obrigações - essa desculpa!. Tentando mantermo-nos ocupados, ou melhor, em viver pre-ocupados inclusivamente em conseguirmos ficar satisfeitos.

A dada altura, cedo ou tarde, por razão ou circunstância qualquer, queremos ou somos coagidos a parar. O silêncio faz-se ou impõe-se e, deixamos de depender do tempo e passa ele a depender de nós. Como deve ser! Nesses momentos, algumas vezes, podemos até entrar nas areias movediças que tanto evitamos mas, muitas vezes também, mergulhar na fonte que é o nosso avanço.

Aí, o tempo adquire sentido e começa a significar.

7 comentários:

ana disse...

o tempo e o silêncio terão o tamanho que nós quisermos

Vanessa disse...

Eu gosto de silêncios. Tenho é pouco tempo para eles...

Teresa Duraes disse...

num texto curto dizes o que penso. fui assim, há uns anos atrás. E parei como nunca pensei. Ainda bem para mim que cedo aprendi.

Todos os dias tenho o meu silêncio. Se me o tiram, morro um pouco mais.

petroy disse...

linda a imagem ! ... mergulhar em silêncios é uma terapia diária e ... forçosa

Abbie disse...

O silêncio é essa fonte.

un dress disse...

podemos ficar todo o sempre em silêncio...sobretudo quando falamos...;)




abraÇo

blue disse...

concordo, filipe bp.