22.1.08

Espaço sobre a consciência

Diz-se "agir de acordo com a minha consciência" como se esta fosse o meu olhar pessoal acima de qualquer outro, em fazer o que me apetece e em seguir o meu próprio capricho.
Fala-se da consciência como se tratasse de um bem que possuímos à nossa medida, uma desculpa ou uma justificação para as nossas "vontadezinhas".

A consciência exige [digo eu de uma forma questionável e incompleta] e, às vezes, até dói. Não torna a vida fácil mas fá-la mais rica.
É como que um trampolim a sermos dentro de nós mais verdadeiros. E logo, cada vez mais: "pessoas".

Consciência pode ser muita coisa mas, pelo menos, estou certo que não é conveniência. Ainda bem!

4 comentários:

musalia disse...

fez-me pensar o teu post...e se, por 'consciência', alguém mascara a falta dela e age de acordo com as suas maldadezinhas, as suas vingançazinhas? de acordo com o seu excesso de zelo ou, o que vem a dar no mesmo, a sua intolerância?...não sei, acho que é uma frase dúbia.
agindo de acordo, nem sempre se age de acordo. fez-me reflectir..
:)

black puss in white boots disse...

Por vezes a consciência transforma-se em inconsciência. Vive-se muito com más acções na consciência e algumas boas intenções no coração.
Liberte-se espaço para a consciência ;)

sôdona.leide disse...

a consciência torna-se inconsciência, quando não temos consciência de nós próprios... o EU.

as más acções não serão apenas egoismo?

(obrigada pelos comentários no meu cantinho)

Cometa 2000 disse...

musalia, agora és tu a fazer-me pensar...

percebi e concordo com o que dizes sobre mascarar. como pode ser perversa a maquilhagem a tapar o verdadeiro rosto. como pode ser vil a capa de bonzinho.

na verdade, referi a consciência como algo que não é meu mas também não é do outro. como algo que também não é um conjunto de hábitos colectivos a ditar normas e formas de comportamento. mas sim como algo que não formata os ideais.

acho que falo de valores.
que ninguém detém, nem pode arrumar em gavetas.
daquela consciência dinâmica baseada na liberdade (e ser livre é muito duro),
na justiça (e sermos justos não sabemos o que é, vamos sabendo. e, às vezes, aleija),
na verdade (que exige e exige muito), na...
e cujo o resultado é sermos mais. avançarmos. sermos felizes ainda que com sofrimento à mistura. sermos bem e não bem-estar.

não sei se fui muito claro... estamos a falar muito no abstracto... enfim, seria conversa para muito tempo...

:)

é verdade!!!
digo eu que: agindo de acordo, age-se de acordo. o que questiono não é a frase em si mas as interpretações do que é a minha consciência.

:) bom ler-te musalia. obrigado pelo comentário. gosto de te ver por aqui. ainda vou dar um salto ao moriana. até.