18.5.09

Que espaço espera uma boca senão outra boca?


Mikael-Kennedy


A boca,

onde o fogo
de um verão
muito antigo

cintila,

a boca espera

(que pode uma boca
esperar
senão outra boca?)

espera o ardor
do vento
para ser ave,

e cantar.

Eugénio de Andrade

3 comentários:

mdsol disse...

Lindo! Acredita que pelo título do post imaginei que ia ser este poema?
:)))

sem-se-ver disse...

me too :)

~pi disse...

sim,

pássaros-de-bico-azul :)





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