9.9.08

O espaço tão belo da árvore


Parece-me que nunca ninguém há-de
Ver poema tão belo como a árvore.

Árvore que sua boca não desferra.
Do seio doce e liberal da terra.

Árvore, sempre de Deus a ver imagem
E erguendo em reza os braços de folhagem.

Árvore que pode usar, como capelo,
Ninhos de papo-ruivo no cabelo;

Em cujo peito a neve esteve assente;
Que vive com a chuva intimamente.

Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria.

Joyce Kilmer

3 comentários:

Tainha disse...

espetacular:
"Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria."

;)

~pi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
~pi disse...

nun ca como árvore

senão

(n)

ela


~