5.5.07

a fragilidade que dá espaço

São demasiadas as vezes em que andamos (pre)ocupados em querermos ser super-heróis, em mostrar que sabemos fazer de tudo, conhecer tudo e opinar muito bem.

Acabámos por nem nos darmos conta que se assumíssemos as nossas próprias limitações, provavelmente, os outros com quem nos relacionamos, mais facilmente poderiam entrar e acrescentar com o que são, aquilo que muitas vezes possuem melhor do que nós.

Nesse lugar onde deixamos o outro aparecer para completar, as nossas limitações deixam de ser um muro alto para passar a céu aberto. Transformam-se até em riqueza, se livres, deixarmos cair em bocados a entranhada vaidade.

Aí - aparentemente - só cresces tu mas, na verdade, vamos os dois, lado a lado, a esse lugar novo e imenso a que podemos subir.

2 comentários:

Teresa Durães disse...

começa-se a conhecer um novo universo quando se deixa de pensar que somos super-heróis.

aprendemos que afinal o espaço é enorme e não passamos de partículas. Que pertencem a um todo

inês leal, 31 anos à volta do sol disse...

ser-se humano é uma viagem profunda, ser-se humano a dois é, porventura, a maior das viagens...*